sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Abraço Mágico


Esta fotografia é de um artigo intitulado “O abraço mágico” e foi publicado na NewsWeek. O artigo descreve detalhadamente a primeira semana de vida de dois bebês gêmeos. Cada um deles estava na sua incubadora e um tinha uma esperança de vida muito reduzida e estava previsto que não sobrevivesse. Uma enfermeira quebrou as regras do hospital e juntou os bebés numa única incubadora. Quando foram colocados em conjunto, o bebe saudável abraçou a irmã. Com isso ela estabilizou o batimento cardíaco e a temperatura corporal atingiu os valores normais.

O amor entre irmãos é algo que não se inventa, não se escreve, não se cria.. ele existe desde o momento em que nascemos.

Vejamos abaixo algumas dicas de segurança para o carnaval das crianças:


1- Toda mamãe sabe que para viajar com o seu pequeno é preciso se preparar antecipadamente, por isso elaborar uma listinha com alguns dias de antecedência ajuda a não esquecer itens essenciais.

2- Na malinha de viagem do seu filho leve roupas leves para o verão, mas não se esqueça de levar uma roupinha mais fechadinha para protege-lo caso a temperatura caia inesperadamente.

3- Calcule os dias que ficará fora e leve fraldas suficientes para todos os dias, para prevenir leve um pacote a mais.

4- Separe e embale cuidadosamente os remédios que habitualmente seu filho utiliza, anti-térmico, xaropes, gotinhas, etc. Hoje em dia existem embalagens de isopor que podem ser compradas em drograrias que mantém os remédios acondicionados com segurança fora do contacto com o calor e o sol.

5- Se for viajar de carro, opte por viajar em horários onde o sol é mais fraco, o ideal é logo pela manhã quando a temperatura ainda é amena.

6- Se seu filho for ainda pequenino compre berços desmontáveis, específicos para viagem, isso facilita muito para criança se sentir confortável.

7- Não se esqueça de comprar repelente contra insetos, atualmente é possível encontrar repelentes apropriados para crianças que contém menor teor de fragrância e menor teor químicos.

8- Na praia o horário para crianças é até as 10h00 ou após as 16h00, período do dia em que o sol não é tão intenso.

9- Utilize sempre protetor solar, mesmo que o dia esteja nublado.

10- Nas crianças maiores, coloque uma pulseira com a identificação da mesma, e os dados pessoais dos pais.

11- Não deixe que as crianças fiquem sozinhas dentro d’água mesmo que acompanhadas de crianças maiores. Os pais devem estar sempre perto dos filhos para evitar afogamentos.

12- Na praia leve a sua lixeirinha (saco plástico), não espalhe lixo, papéis, latinhas de refrigerantes, nem embalagens vazias nas areias, cuide do que é de todos e ensine o seu filho a respeitar um espaço que é desfrutado por muitas pessoas.

13- Vista sempre na criança um colete de segurança aprovado pela normas regulamentadas de segurança, quando ela estiver participando de esportes aquáticos ou a brincar na praia, ou piscinas.

14- Nunca deixe sua criança sozinha com estranhos, nunca!!!

15- Esteja atenta a sintomas como vômitos, diarréia, fraqueza, e indisposição geral. Procure um médico.



16- Escolha uma fantasia leve e preferencialmente em tecidos 100% algodão, se a criança tiver menos de 4 anos opte por fantasias sem acessórios e sem peças soltas.

17- Leve consigo uma maleta térmica contendo água mineral, sucos de frutas, frutas, iogurtes; a viagem pode demorar mais do que o previsto por isso esteja preparada.

18- Mamadeiras, leite em pó e garrafas de água mineral devem ser levadas de casa, pode ser que você não os encontre para comprar no seu destino turístico.

19- Opte por sandálias e chinelinhos confortáveis e seguros, para evitar a formação de bolhas ou ferimentos nos pézinhos das crianças.

20- Esteja atenta a pintura de rosto infantil, não compre marcas desconhecidas e não as utilize próximo aos olhos para evitar irritações. Certifique-se de que os produtos são atóxicos.

21- Confetes e serpentinas podem ser divertidos, mas seu filho pode engasgar com algum pedacinho de papel, esteja atenta.

22- Fantasias que contenham purpurinas, lantejoulas e paetês podem se desprender da roupa e seu filho ou filha podem leva-las à boca o que poderá ocasionar um engasgo ou sufocamento.

23- Balões e bexigas depois de estourados podem oferecer riscos às crianças. Os pedacinhos de borracha podem ser levados a boca e ocasionar sufocamento.

24- No verão troque a fralda com maior frequência para evitar assaduras, um bom banho morno com um pouco de aveia na água ajuda a refrescar a pele do bebê.

25- Cuidado com as máscaras de carnaval, dependendo do tamanho da criança as máscaras não se encaixam direito no rostinho e podem dificultar a respiração.

26- Esteja atenta as normas de regulamentação de trânsito para a cadeirinha de transporte do seu bebê, escolha-a de acordo com as específicações técnicas corretas.

27- Com as festas e desfiles de carnaval no meio da rua é muito comum os atropelamentos, por isso não deixe seu filho menor de 14 anos desprevenido, oriente-o sobre os cuidados que se deve ter.

28- Não permita que seu filho adolescente se afaste com amigos seja para um passeio de bicicleta, ou para nadar um pouco mais longe de onde você estiver, é melhor prevenir do que remediar.

29- Oriente seus filhos para não conversarem com estranhos e nem aceitarem balas ou guloseimas de desconhecidos, em caso de emergência oriente para que ele procure sempre um policial.

30- Crianças pequenas não devem estar na mesma festa de carnaval de pré-adolescentes ou adolescentes, esteja atenta a faixa etária liberada para a festinha de carnaval quer seja no clube, ou na festinha do prédio onde vocês moram.

31- Não deixe seus filhos expostos por muito tempo ao barulho excessivo, a exposição excessiva pode levar a zumbidos momentâneos ou irreversíveis e/ou perda auditiva.

32- Esqueça acessórios como espadas, armas de brinquedos, varinhas mágicas, e chapéus pontiagudos; todos eles podem causar lesões graves nos olhos e em outras partes do corpo das crianças.

Fonte: Portalis

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Gatos e grávidas: mitos e verdades


Embora a transmissão da toxoplasmose seja atribuída ao gato ela é transmitida mais frequentemente por outros meios e quem sofre é o bichano. Cuidados simples permitem a convivência entre gatos e gestantes sem prejuízos.

Durante a gestação, muitas proprietárias de gatos ficam com dúvidas sobre a segurança no convívio com esses animais. Algumas pessoas acreditam que os gatos transmitem doenças ao ser humano, e que o convívio desses pets com mulheres grávidas pode ser potencialmente perigoso. O maior receio é em relação a toxoplasmose.

A toxoplasmose é causada pelo protozoário parasita Toxoplasma gondii. O contágio pela toxoplasmose durante o período de gestação pode causar aborto, má formação fetal, sequelas neurológicas e problemas oculares.

Existe ainda o mito de que a toxoplasmose é a “doença do gato”, e esse pensamento equivocado é comum mesmo entre muitos médicos. No entanto, já é cientificamente comprovado as formas de contágio mais frequentes são:

Ingestão de carne contaminada mal cozida ou crua;
Ingestão de alimentos contaminados por faca ou utensílios que tiveram contato com carne crua contaminada;
Beber água contaminada pelo parasita toxoplasma;
Ingestão de frutas ou verduras que tiveram contato com terra contaminada e não foram devidamente higienizadas.
Os gatos podem transmitir a doença, mas para isso ocorrer eles devem estar infectados. Isso ocorre ao comer roedores, passarinhos e outros animais contaminados. O parasita então é passado nas fezes do gato na forma de oocisto, que é microscópio e pode ser ingerido pelo ser humano em algumas situações:

Após limpar a caixa de fezes do gato;
Comer alguma coisa que entrou em contato com fezes de gato infectado com toxoplasma.
O gato que fica dentro de casa, sem o hábito de caçar, pode não estar infectado com a toxoplasmose. Um exame simples de sangue no felino é suficiente para eliminar as dúvidas.

Algumas dicas para evitar a contaminação:

Lavar as mãos após o contato com carne crua;
Lavar pias, tábuas de carne e outros utensílios;
A carne deve ser cozida para o consumo;
Lavar bem as frutas e verduras;
Limpar diariamente a caixa sanitária do gato, pois assim as fezes são removidas antes que os “ovos” possam se tornar contaminantes. As mulheres grávidas devem evitar essa tarefa, ou utilizar luvas e depois lavar bem as mãos;
Não alimentar os gatos com carne crua, vísceras ou ossos e não permitir que saiam de casa para que evitem o hábito da caça;
Combater vetores, como insetos, por exemplo.
O convívio com animais é muito benéfico para nós, em todas as fases da vida. De forma segura e saudável, essa relação nos proporcionará momentos de felicidade. Por isso, tomando os devidos cuidados, não há necessidade alguma de se privar do convívio com os bichanos durante a gravidez.

Caroline Serratto
Zootecnista, escritora e adestradora

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Constipação Intestinal


Mitos e Verdades para o Bebê

Definição:

Obstipação intestinal, ou "prisão de ventre", é a dificuldade de evacuar, devido ao endurecimento e/ou grande volume das fezes, levando à dor e maior esforço defecatório, com possível origem de fissuras anais e até hemorróidas.

Causas de Constipação no Bebê:

1. Alimentação Inadequada.
- Ausência de aleitamento ao seio.
- Uso do leite artificial, quando necessário, fora das concentrações recomendadas pelo pediatra ou fabricante.
- Adição de "engrossantes" ao leite artificial.

2. Inibição do reflexo da evacuação.
- Hábito de "segurar" a evacuação. As fezes endurecidas causam dor, havendo então a inibição do esforço defecatório. Aos poucos estas fezes se acomodam na ampola retal, e assim a "vontade passa". Depois de algumas horas tudo recomeça, levando a um círculo vicioso com o endurecimento e compactação das fezes acumuladas.
- Assaduras, podem em alguns casos também levar a inibição deste reflexo, pela dor que acarretam durante a defecação.

3. Pouca atividade física.
- A falta de atividade física (andar, correr), pela imaturidade do sistema locomotor, leva a diminuição dos movimentos intestinais, o que diminui em muito o reflexo da evacuação.

4. Confusão entre constipação e freqüência.
- Muitas vezes, crianças amamentadas exclusivamente ao seio têm o hábito intestinal, por exemplo, a cada três dias. Como o leite materno é o único alimento natural, exclusivamente feito para o bebê, sendo que somente eles se beneficiam de seu uso, não há muito resíduo alimentar para ser eliminado como fezes. Então é normal um bebê alimentado ao seio ficar alguns dias sem evacuar, e não se sentir mal por isso (quem acaba sofrendo somos nós, pais e avós, até eles evacuarem...). O mesmo não acontece com os leites artificiais, que por produzirem mais resíduos, sofrem fermentação pelas bactérias da flora intestinal, levando a produção de gases. Este processo gera a tão temida e indesejável cólica, se a eliminação das fezes não for diária.

5. Outras Causas de Constipação.
- Estresse, nervosismo, ansiedade, ou seja, fatores emocionais.

Como tratar:

Cuidados Gerais.
- Amamentar ao seio.
- Respeitar o horário de amamentação, buscando sempre uma periodicidade. (2 em 2, 3 em 3 horas.)
- A mãe que amamenta deve beber boa quantidade de líquidos diariamente. (cerca de 4 litros).
- Brinque, cante, procure tornar o ambiente do bebê muito tranqüilo.
- Sejam minuciosos na higiene, tratando possíveis afecções anorretais, tais como fissuras e assaduras, que aumentariam as dificuldades de evacuação.
- Não use laxantes ou supositórios sem o conhecimento do pediatra, e não vá atrás de curiosos!
- Após a introdução de frutas, optar pelas ricas em fibras, por serem laxantes.

Lista de Alimentos Laxantes:

Laranja, tangerina, mamão, abacate, manga, morango, quiwi, ameixa preta, mel, entre outros próprios para a idade.

Obs: Medicamentos, somente com indicação médica.

Dr. Carlos Patara - CRM/SP 60.871
Pediatra - Homeopata

Site: Guiadobebe.com

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Acidentes domésticos e primeiros socorros


Por mais que mamãe e papai tomem o maior cuidado e tenham total atenção aos seus filhos, acidentes em casa não são raros, pelo contrário, acontecem e podem custar até a vida dos pequenos.

Os pais devem estar preparados para oferecerem os primeiros cuidados podendo, assim, até salvar a vida das suas preciosidades.

Abaixo, alguns casos comuns de acidentes com crianças que podem acontecer em casa ou na rua, mesmo com a total atenção do adulto:

Um dos acidentes mais freqüentes é a intoxicação. As crianças ingerem principalmente produtos de limpeza, pois muitas mães têm o costume de deixar produtos de limpeza estocados em garrafas de refrigerante, confundindo a criança, que bebe o líquido sem sequer imaginar o risco.

Caso isso aconteça, os pais não devem oferecer nada para a criança beber e não induzir o vômito. A criança tem que ser levada imediatamente ao pronto-socorro e os pais devem levar uma amostra da substância ingerida.

Em caso de queimaduras em crianças, somente coloque o local afetado em água corrente até amenizar a dor. Não estoure as bolhas ou passe pomadas, cremes e pasta de dente como manda o mito. Isso só piora. Procure um médico para os curativos.

Outro acidente comum em casos de crianças sapecas são as fraturas. Se houver uma fratura, não tente “encaixar” o osso no lugar, pode piorar. Imobilize a parte fraturada e não ofereça alimento, pois a criança pode ter que passar por uma cirurgia. Se houver hemorragia, faça uma compressão no local com toalhas ou panos limpos. Leve-a para o hospital ou pronto-socorro.

Cortes – A criança se cortou. E agora? Lave o local com água corrente e tente estancar o sangue com pano limpo. Não coloque remédios ou receitas caseiras, podem infeccionar ou dar alergia, piorando o corte. Leve a criança até um médico que definirá se o corte precisará de sutura (pontos) ou não.

Na hora da brincadeira, a criança caiu do balanço ou da rede e bateu a cabeça. Se estiver sangrando, comprima com pano limpo ou bolsa de gelo. No transporte até o hospital deixe a criança com a cabeça e ombros mais elevados. Fique atenta a fraturas do crânio e hemorragias. Se no período de doze horas após o acidente a criança tiver náuseas, vômitos, dor de cabeça, sonolência, tonturas ou convulsão, leve-a imediatamente ao hospital.

Mas se o problema for convulsão somente, os pais devem realmente segurar a língua da criança para não enrolar? Não necessariamente. O melhor é deitar a criança de lado para que não engasgue com a saliva ou com o vômito se ocorrer. E já que seus músculos estão se contraindo, proteja a criança que pode se machucar. Registre o tempo da crise e procure um médico. Não a medique sem prescrição médica.

Cuidado com objetos pequenos - Outro perigo é a aspiração pela criança de objetos, principalmente aquelas que levam tudo à boca. Se a criança consegue tossir, estimule. A tosse é a melhor forma de expulsão do objeto aspirado. Se a criança já não consegue tossir, respirar ou chorar deixe o tronco mais elevado que a cabeça e leve-a imediatamente ao pronto-socorro.

Existem manobras específicas para esses casos, mas deve ser realizado por pessoas com treinamento. Não tente de maneira alguma retirar o objeto da garganta do seu filho, somente se conseguir visualizá-lo bem.

Dicas

A prevenção é o melhor remédio. Não deixe objetos cortantes, produtos de limpeza ou remédios ao alcance das crianças.

Leve sempre a criança ao médico após algum acidente, somente ele poderá dizer se está tudo bem. Não se desespere. Seu filho precisa da sua calma e agilidade após o acidente.

Não é porque a criança vive permanentemente sob risco que os pais deixarão de oferecer estímulos e brincadeiras teoricamente arriscadas, como futebol, pega-pega, subir em árvores, entre outros. Manter o filho enclausurado trará efeitos ainda piores futuramente.

Bruno Rodrigues

Site: guiadobebe.com

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Diga "Não!!"

Falta limites? De quem, crianças ou adultos?


Muitas famílias me procuram para conversar a respeito de limites e de uma tal de “agressividade” infantil. Trazem os mais diferentes relatos de espancamento, cusparadas, mordidas e empurrões. Falam dos escândalos em lugares públicos, em festas de crianças, na porta da escola... Sempre se perguntam se a criança tem algum problema, se esse comportamento acontece também no espaço escolar. Sempre trazem a mesma questão: como colocar limites? Como fazer para a criança obedecer e se tornar educada?

São dois pontos importantes e que estão ligados a dois aspectos: um de ordem conceitual, pois existe um modelo de criança esperado pelas famílias, portanto, uma concepção de infância, e outro, de ordem “prática”, que está relacionado ao conceitual, que dirá o que fazer nessas situações.

A primeira coisa que a escola pode fazer para ajudar as famílias é mostrar que é bem possível que o que se espera do filho ou da filha é demais para eles. É tentar fazer com que as famílias construam uma imagem do filho sem estar colada à imagem da criança ideal. Sai a pressão, a conformidade da conduta, entra a criança, colocada na família específica.

Uma vez feito isso, é muito importante que desfaçamos algumas idéias de autoridade. Autoridade não é uma relação construída sem respeito, sem integridade. Autoridade é firmeza, paciência e persistência nas palavras.

Muitas famílias outorgam às crianças poderes de adultos. Escolhem se vão viajar ou não, se vão sair à noite ou não, escolhem os próprios castigos e até se querem ir à escola. Criança não pode fazer isso. Não pode porque é função do responsável por ela. Isso não é criar uma relação democrática, entre iguais. Isso é colocar um peso que o corpo e a mente da criança não suportaria! Isso é deslocar o papel de pai e mãe para uma instância fora do que seria uma referência para as crianças. Outra coisa: pais e mães, e professores também, devem aprender o valor afetivo do “não”. Um não que acolhe, um não que oferece limites, um não que educa. É mais difícil para as crianças conviverem com o não do que com a ausência dele. Já vi diversas vezes mães e pais, depois de uma cena de escândalo de seus filhos, que não conseguiram o que queriam, voltarem atrás e dizerem: “Só dessa vez!”. Isso é ausência de autoridade.

Muitos familiares, para evitar cenas de birra em público, acabam cedendo às pressões dos filhos e filhas e, com isso, prestam um desserviço à educação dos mesmos. Depois de um tempo, de tomar tanto na cara, pais e mães perdem a paciência e partem para a autoridade que não queriam ter: revidam a desobediência com os mesmos tapas e gritos das crianças.

Bem, em escola, é bem comum ver aquelas crianças que batem mais, que resolvem seus conflitos de forma mais corporal, ou seja, com tapas e pontapés. Ou crianças que tentam, por meio de gritos e choros, conseguir o que querem. Isso não pode ser “uma coisa de criança” e simplesmente deixar acontecer, pois seria pensar a criança como aquele ideal infantil. Isso deve ser resolvido. Se ela sempre bate nos amigos, o professor deve fazer algo com ela. Sem castigos ou coisa do gênero. LIMITES! Sinto que muitas escolas e muitos professores têm medo de dizer não, de colocar limites também. Isso não pode acontecer. Se escola é um espaço repleto de regras, é repleto, portanto, de transgressões, então, a mesma deve se preparar para lidar com isso. De forma clara e direta, sem rodeios.

Clareza é a chave para o sucesso! Ser franco e direto alivia a criança da angústia das decisões tardias dos adultos. As crianças precisam de limites no momento que os pedem. Fica mais fácil para aprender, fica mais fácil para crescer. Colocar limites é fundamental para que construam um espaço, digamos, assim, geográfico das relações sociais.

À medida que as crianças crescem, percebo que as intervenções das famílias precisam ser repetidas diversas vezes. É isso mesmo, repetir até ficar diferente. O fato da criança voltar, vez ou outra, à mesma atitude, pode não significar que ela não aprendeu, ou não entendeu, mas sim que ainda precise checar algumas situações e ver como os pais e mães se colocam frente a elas e como as pessoas reagem quando age dessa forma. Não adianta ameaças e ceninhas, as crianças precisam de ação. O que pode, pode, o que não pode, não pode e pronto. Elas esperneiam, choram, mas todos sabem o fim, é preciso ser firme e ter paciência.

Criança gosta de repetir as coisas. Assiste ao mesmo filme diversas vezes, pede para contar a mesma história sempre, gosta de brincar das mesmas brincadeiras. Repetem para aprender, para elaborar e construir uma idéia de mundo. Muitos familiares dizem que já tentaram de tudo para fazer com que seus filhos ou filhas parem de bater, de falar palavrões, de dar pontapés. Perguntam-me qual é o problema... querem levá-los ao médico, fazer ressonância da cabeça. Digo que o problema é que tentaram de tudo... e não uma coisa apenas.

Não adianta fazer malabarismos na educação de crianças. É preciso ter firmeza nas palavras, fazer valer diante das situações. Colocar a regra e que tipo de intervenção irá acontecer quando ela for descumprida. A criança vai checar para ver se ela continua valendo, se o pai e a mãe realmente sabem o que fazem e dizem. Existe família que acha que isso é pouco caso, repetir a mesma bagunça... mas não é não, muito pelo contrário... é por fazer muito caso, é por dar muita importância, que a criança repete as cenas.

Na verdade, podemos dizer que a tal “agressividade infantil”, ou coisa que o valha, é, muitas vezes, um pedido de socorro. Um pedido pela presença do adulto, um pedido que deve ter começado lá atrás, desde cedo, e que as famílias não souberam ou não quiseram ler. É preciso também colocar limites nas ações dos adultos, pois eles são os únicos responsáveis pelas crianças que cuidam.

Quando aprendemos a ler as crianças e sempre colocamos as coisas nos lugares, conseguimos identificar melhor o que acontece realmente com elas, ou seja, quando é um pedido de socorro e quando é um ato violento. Por isso, pais e mães devem se aliar às escolas para entenderem e se formarem melhor quando o assunto é limites. Devem conversar bastante com professores para perceber quais comportamentos também fazem parte da vida da criança, pois, se na escola é tão diferente do que acontece em casa,... algo está dissonante!

Marcelo Cunha Bueno é educador e diretor pedagógico da escola Estilo de Aprender, em São Paulo

Revista : Crescer

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