segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Uma vida... tão pequenininha...

Brincadeiras para dias de muito cansaço...


Sabe aquela noite que você chega em casa do trabalho ou de algum compromisso querendo traçar uma linha reta da porta para a cama, mas no meio do caminho encontra uma turminha cheia de energia e querendo brincar? Sendo a turminha seus amados filhos (mesmo que seja um só, porque às vezes um vale por um grupo)?
Você pode fazer apelos inúteis, chorar, se desesperar ou propor “tá bom, vamos brincar de algo novo?”.
Como tampouco é fácil ser criativo com uma mente esgotada, tenha em mãos a relação abaixo com dicas muito úteis para você interagir com seus filhos, mesmo sob extremo cansaço. Se você emendar uma brincadeira na outra, talvez você consiga deixá-los felizes por duas horas inteirinhas com a mamãe, enquanto mamãe tenta descansar ou poupar alguma energia.
Deixei televisão – um recurso muito usado também por pais de boa vontade – fora dessa porque, supostamente, você quer participar das brincadeiras (e filminho já tá batido, vai). Então, vamos lá:
Massagista – Todo mundo gosta de massagem, até crianças. Tem que fazer todo o ritual: passar creme, caprichar nos pés. Crianças gostam muito de movimentos vigorosos nos braços e nas pernas, como se você quisesse tirar deles aquela energia que fica circulando excessivamente sobre a pele quando eles deveriam relaxar. Pode ajudar a reduzir a freqüência da noite. Pode ser que ele/ela resolva fazer em você também, como já aconteceu comigo. Aí, o real objetivo da brincadeira terá sido alcançado. Parabéns!
Cabelereira/Manicure – Com meninas, sempre funciona. Complica com garotos, mas você pode adaptar para barbearia, sapecar espuma de sabão neutro no rosto deles e tirar com uma colher. Os dois sentadinhos se divertindo…não é o paraíso? É para fingir, tá? Não estou sugerindo que vocês tirem a cutícula de suas filhas, pelamordedeus.
Adivinhe a canção fazendo hummm-hummm-hummm. Adoro essa. Fica todo mundo sentadinho cantarolando músicas para o outro adivinhar. Perfeito. Gasto energético próximo a zero. Você pode estender essa brincadeira até o primeiro cansar.
Brincar de sério – Dá para entreter as crianças por uns 5 minutos com essa. Quem rir primeiro, perde. Se ficar muito legal, pode ser que você estenda este momento para dez minutos. Gasto energético muito baixo também.
Não pode piscar – Todo mundo conhece. Crianças pequenas demais não conseguem. Mas tentam. E de tanto tentar, piscam mais. Para não ficar sem graça, tente piscar antes e deixa-los ganhar uma vez ou outra, vai. Não seja cri-cri. Gasto energético: 5kcal.
Tomar banho de banheira – Tá bom, se você não tem banheira em casa, tem chuveiro, certo? Então forre o chão com um bom tapete antiderrapante, encha de brinquedos, libere até aqueles que você nunca deixou molhar, diga que a bagunça está liberada e fique olhando. Essa brincadeira fica melhor se você tiver dois filhos para tomar banho juntos. Por favor, não faça isso com bebês de colo. O gasto energético aí é maior, porque você vai ter que tirar as crianças do banho, enxugar, arrumar. Mas a idéia é ganhar tempo e…coragem. Já está quase na hora de dormir. Vamos lá. E suas crianças estão felizes!
Operação – Essa é boa. Comece a brincadeira com uma consulta, como se fosse brincar de médico. Aí a paciente (no caso, a mãe ou o pai) dá o diagnóstico: acho que só operando, doutor! Não se esqueça de lembrar ao seu médico, ou à junta médica, que é preciso anestesiar. Só assim você poderá ficar deitada, bem imóvel e de olhos fechados enquantos eles abrem e fecham sua barriga. Se sua galerinha não for completamente sem juízo, você poderá eventualmente tirar uma soneca. Sugiro que você tenha uma ótima “maleta de primeiros socorros” para a brincadeira ficar interessante. Libere esparadrapo e atadura. Eles vão amar. Se você não terminar toda enfaixada, lembre-se: você está apenas tentando descansar.
Naquela noite, em que o pai estava viajando a serviço, e Letícia tinha esperado pacientemente eu cumprir todo o demorado ritual de sono da irmã menor, seria muito injusto não brincar com ela, mesmo sendo dez da noite e eu estando doidinha para dormir também. Eu disse então que a gente iria brincar um pouco. Se eu falasse ”brincar pouquinho” ela ia protestar. Fizemos uma festa, cantamos parabéns no ambiente preparado por ela enquanto Carol brigava para não dormir. Claro que, nesse intervalo, eu não tinha feito nada por mim. Então o jeito foi jantar durante a nossa festinha, brindar com água de verdade e convidá-la para uma sessão de esteticista depois.
- Esteti o quê?
- Esteticista. Vou deixar você mexer nos meus cremes, hidratantes, algodão, cotonetes…vamos cuidar da pele!
Os olhinhos dela se iluminaram. Peguei no banheiro todo o arsenal para tirar maquiagem e hidratar a pele. Deitei quase morta na cama e ensinei a ela o passo-a-passo. Crianças se impressionam com algodão que estava branco e ganha cor. Parece mágica! Foi assim que minha filha de 5 anos limpou, tonificou e hidratou minha pele, até o algodão continuar branco, se divertindo com as espumas, os cremes etc, enquanto eu relaxava e adiantava meu lado, mesmo com creme no nariz e uma mãozinha perdida parada muito tempo na minha testa. Só faltava escovar os dentes.
Depois, invertemos e eu fiz tudo nela com produtos adequados (soro fisiológico para compressas nos olhos, algodão com água e hidratante pediátrico). Reduzi a luz e caprichei na massagem para ver se ela relaxava também. Os olhinhos não paravam fechados, nem os braços parados, mas lá pelas tantas…
- Ah, mamãe, quero brincar disso toda noite!
Quer saber? Eu também.

Fonte: Mulher 7x7 - http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/08/02/brincadeiras-para-dias-de-muito-cansaco/

Com filhos, difícil é estar só...


Mãe nunca está só. Pelo menos mães de crianças pequenas. Onde a gente vai,
tem pequeno atrás. Por isso, quando li a história tragicômica da irmã da Margarida presa dez horas no banheiro, pensei “eu jamais passaria por isso porque sequer consigo ir ao banheiro sozinha!”. Tranca a porta, ué, você me diz. Eu até tranco, de vez em quando, mas quando rabicho vem atrás a gente não fecha a porta no próprio rabo. E se tranco, tampouco fico isolada. Aparecem bilhetinhos sob a porta, brinquedinhos, cabelos…Você leu certo, aparecem mechas de cabelos pretos e lisos sob a porta.
“Letícia, LEVANTA DO CHÃO!”, minha voz ecoa, debaixo do chuveiro, e a risadinha vai se afastando da porta.
No parto, quando cortam o cordão umbilical, a natureza compensa a agressão imantando a criança e fazendo da mãe um pólo magnético. Só descobrimos isso na prática, ao perceber que aquele bebê vai crescer mas continuará preso à gente, nos seguindo por onde vamos, ou sendo levado para toda parte.
Você está de licença maternidade, cheirando a golfadas e com olheiras no pé, torcendo para chegar o exército da salvação. Mas aí você resolve se arrumar um pouquinho antes que seu exército chegue, ora, o marido não é obrigado a te encontrar desse jeito todo dia. Você esqueceu de combinar com a criança, lógico, que não dorme e a hora passa! Qual a saída? Amarrar o filho no bebê conforto e deixar ele lá no banheiro de platéia enquanto você toma banho rapidinho. Olha o hábito fazendo o monge, desde pequeno.
Você está só em casa, e tem um bebê que engatinha pra lá e pra cá. De repente, a necessidade urgente de ir ao banheiro. O jeito é levar o neném contigo e fechar a porta para ele não fugir. Simples assim. Se bobear, você ainda segura ele no colo enquanto dá conta do que tem que fazer. Isso ninguém mostra nos comerciais de margarina.
- Eu quelo vê você fazê xixi!
Essa aí é minha filha Carolina, de 2 anos, deixando claro o que prefere fazer de manhã, logo após me acordar, em vez de me esperar deitadinha na cama. Pegaria bem acrescentar essa cena ao comercial das minhas manhãs felizes? No banheiro, ela fica se esgueirando na parede em busca de um assunto qualquer para conversar. Rola um papo cabeça, às vezes.
- A minha cabeça não sai – ela diz, apertando as orelhas com as duas mãozinhas, como quem tenta desatarrachar a cabeça do pescoço.
- Não, filha, só a cabeça da Poly, que você arranca. Por que você arranca as cabeças da Poly?
- Porque ela pode nadar sem cabeça.
- Claro, por que nunca pensei nisso antes?
E lá vamos nós juntas para a cozinha sonolenta, dividir tarefas da manhã preguiçosa: eu me encarrego das frutas e do leite, enquanto ela derrama farinha láctea (ou melhor, “lática“) dentro e fora do copo, antes de eu bater tudo com o mix. Sentadas no sofá, silenciosas e cúmplices, ela mama, e eu espero, até aparecer o resto da família, e a gente brincar, eu sair para trabalhar etc.
Essa companhia constante, espontânea e gratuita é, em resumo, o que acontece boa parte do meu tempo em casa, do momento em que acordo até a hora em que elas se deitam. Filhos foram a inspiração primitiva do Twitter porque são seguidores fiéis e incondicionais.
Tenho plena noção de que esse interesse incondicional tem prazo de validade. À medida que crescem e estabelecem vínculos sociais mais fortes, o mundo ganha atrativos. É assim que deve ser e assim será.
Enquanto isso, aproveito o melhor dessa ausência forçada de solidão porque mãe é assim: não tem sossego nem pra tomar banho. Uma falta de paz que torna tudo mais divertido e engraçado, à exceção, claro, daquele dia em que, de TPM, você vai reclamar que não consegue fazer nada sozinha _ nem ler jornal!! _ quando o coitado do marido parar rapidinho do seu lado para checar a manchete da primeira página.
Talvez por estar ciente da temporariedade disso tudo, eu tenha me acostumado com a ideia de não trancar mais as portas por onde passo. A luz da infância que projeta minhas pequenas sombras é como o alvorecer de um dia. Quando o sol estiver a pino, não as perceberemos mais, embora elas estejam lá. Por isso, abro mão da solidão para, vez ou outra, ser observada por uma curiosa platéia-mirim atrás do vidro embaçado do meu chuveiro, enquanto tomo banho. Observá-las ali é uma troca, que diz muito sobre mim mesma.
Dia desses de manhã, em que uma virose sem nome veio me arrasar, Carol, a pequenininha, chegou no nosso quarto para dar bom dia, como faz sempre, mas saiu de lá com o pai. Ainda com a testa doendo e as pernas pesando demais, ri sozinha ao ouvir, de longe, o seguinte diálogo:
- Vem, Carol, deixa mamãe dormir porque ela tá meio dodói – sussurrou o pai.
- Eu quelo vê a mamãe mimindo – respondeu a criança, impaciente.
- Mamãe tá tossindo, ó, precisa descansar.
- Eu quelo vê a mamãe tossindo!
Entendeu o que eu quis dizer? Se depender delas…mamãe nem sequer tossirá sozinha. E isso é muito, muito bom.

Fonte Mulher 7x7: http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/10/10/com-filhos-dificil-e-estar-so/

domingo, 2 de outubro de 2011

Como lidar com a baixo autoestima das crianças e adolescentes

Como professora e como psicopedagoga, venho a cada dia me preocupando mais com a questão da baixa autoestima de nossas crianças e jovens. Percebo que essa pode ser uma importante agravante dos problemas de desenvolvimento pessoal, escolar, profissional e da atuação social de muitas crianças, jovens e adultos e que atinge mais rudemente aqueles cujo comportamento, performance acadêmica ou características singulares, demandem atendimentos especiais.

De importância vital para a saúde mental, a autoestima nem sempre é cuidada com a atenção devida e como é comprovadamente um suporte importante para o sucesso da aprendizagem, torna-se um assunto relevante para todos os professores e psicopedagogos.

A partir do nascimento, a criança vai formando uma representação mental de si mesma, que transcende o aspecto físico e envolve os sentimentos e as idéias que constrói a seu próprio respeito. Esta estrutura mental, também chamada deautoconceito, forma-se a partir das mensagens objetivas e subjetivas que o meio ambiente, a família e depois a escola, lhe envia a cada momento e do modo como a própria criança se percebe.

Simultaneamente a criança vai construindo uma imagem ideal da pessoa que gostaria de ser. Da comparação entre a imagem que foi formada através do autoconceito com essa outra imagem internamente idealizada, é que se começa a formar a autoestima, que é em última instância uma manifestação afetiva da pessoa a seu próprio respeito.

Essa questão é facilmente ilustrada pela observação de crianças e jovens com Transtorno do Déficit da Atenção com ou sem Hiperatividade-TDAH, que na sua maioria acabam por apresentar problemas de baixa autoestima. As causas são diversas, desde o fato de receberem muitas advertências e informações seguidas, no sentido de controlarem seu comportamento irriquieto, impulsivo e desatento, como também por se perceberem geralmente pouco populares e queridas entre seus iguais, devido ao seu modo de agir.

Crianças e jovens com TDAH, possuem ao longo da carreira acadêmica, uma chance muito grande de alcançarem resultados pedagógicos abaixo da média e receberem no dia a dia uma série de sinais de que são indesejados, pouco confiáveis e inadequados. São freqüentemente crianças mais difíceis de educar, de aprenderem a cumprir regras, aceitarem normas e acabam por exasperar pais e professores.

Os adultos que os cercam não percebem geralmente, o seu empenho para agradar, para fazer amigos, para controlar a sua própria atenção e até para avaliar objetivamente o resultado de seus trabalhos escolares, etc, o que aumenta a cada dia sua insegurança, sua ansiedade e sensação de frustração. Para eles o esforço realizado é enorme e o resultado, quase sempre medíocre.

Sabemos que tanto na família como no contexto escolar muito cedo se ensina às crianças, qual é o modelo de aluno exemplar. Ao comparar seus resultados pedagógicos e comportamentais com os dos seus colegas e com essa imagem de ideal delineada desde cedo, é de se esperar que sendo inteligentes, os alunos portadores de TDAH, percebam que por algum motivo que não compreendem, estão em desvantagem e que correr atrás do prejuízo, não resulta em melhoria alguma, pois sempre parecem cometer enganos independentes de sua vontade.

A idéia que fazem de si próprios começa rapidamente a ser destruída pelas mensagens do meio, seja de seus professores ou colegas ou mesmo pais e essas são razões mais do que suficientes para explicar o grande número de alunos portadores de TDAH que acabam precisando de ajuda especializada. Sentem-se injustiçados, incompreendidos, destinados ao fracasso, o que só aumenta sua frustração e a certeza de que são incapazes, gerando um ciclo vicioso impulsionado e alimentado pela baixa autoestima que se instala. Com a falta de motivação decorrente, em geral terminam por abandonar as tarefas diante da primeira dificuldade e se escondem por detrás de um comportamento cada vez mais inadequado.

Para melhorar essa questão algumas medidas podem ser adotadas por professores e familiares, entre elas:

- O hábito de elogiar os aspectos mais positivos e as condutas mais próximas da adequada até para que a criança perceba melhor como comportar-se e o que esperam dela na prática;

- Agir empaticamente com a criança, mostrando sua compreensão e seu apoio, enaltecendo todos os pequenos sucessos e deixando para criticar apenas os grandes deslizes: saber tolerar suas dificuldades e dar atenção aos comportamentos indesejados apenas quando muito importantes, diminuirá sensivelmente a sua sensação de fracasso e seus rompantes comportamentais;

- Respeito é básico e as mensagens de advertência devem ser feitas ao comportamento e nunca à criança e sempre de modo carinhoso e calmo;

- Apontar diferenças entre irmãos ou colegas é outro erro que somente aumentará o problema. É preferível elogiar os aspectos positivos de cada criança e usar deles e até das características menos brilhantes como uma vantagem num projeto comum: se um escreve com facilidade, o colega desenha bem, o outro tem idéias criativas, etc,. Veja que bela equipe de trabalho pode ser formada!;

- Incentivar o comprometimento de cada aluno dentro de suas facilidades naturais ou aptidões já adquiridas no trabalho escolar, gera motivação, empenho e desejo de aprender mais. Poucas pessoas sentem-se empolgadas ao deparar-se com dificuldades muito acima de suas potencialidades;

- Ensinar a reconhecer os seus limites momentâneos, tanto nas dificuldades pessoais quanto acadêmicas, é o melhor para criar o desejo de superá-lo;

- Ter sempre em mente que o grande professor, é aquele que faz a diferença na vida do aluno,porque o ajudou a vencer, não aos outros, mas a si mesmo!

Maria Irene Maluf

Especialista em Psicopedagogia e Educação Especial

Maiores informações: www.irenemaluf.com.br

fonte:http://www.melhoramiga.com.br/2011/08/como-lidar-com-a-baixo-autoestima-das-criancas-e-adolescentes/

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cada roupa em sua gaveta...


Esta cômoda fará a alegria das mães mais obcecadas com a ordem e, talvez, ajude os filhos bagunceiros, aqueles tipos que acham, que a cadeira da sala é cabide, a saber onde guardar ou encontrar a peça de roupa certa. O móvel é tão perfeitamente definido onde deve ir cada roupa que parece quase racismo, sexismo não porque existem modelos para calças e modelo para saias. Hoje em dia há que pensar em tudo.

Leia mais: http://www.ndig.com.br/item/2011/05/cada-roupa-em-sua-gaveta/catid/28#ixzz1Yh1r9VYW

Pérolas


Pérola do meu filhote Konrado – 6 anos

O Konrado estava preocupado com um filme que ia passar na canal da Disney às 20h e então perguntou:

- Mãe, que horas são?

– 10 minutos para daqui a pouco...

– Ufa!! Pensei que já fosse 8 horas!!

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!